Crash Tester

March 15, 2007

Divagações sobre o gerenciamento de geeks nerds e afins

Aviso: Esse post é recheado de estereótipos baseados nas minhas impressões pessoais. Não gostou? Comente.

Porque o post do Normandishe, que ficou muito melhor na tradução e complementação da Renata fez tanto sucesso? Em 3 dias, versões destes dois textos pipocaram aqui, no webinsider, no prática, no contraditorium e em mais um monte de blogs?

Porque será que tem tanto geek descontente? Eu por exemplo sinto que meu trabalho só oferece 50% das coisas (básicas) recomendadas no post e pelas reações nos outros lugares onde variações do texto foram publicadas, invariavelmente reclamações pipocam sobre essas coisas que no geral são simples de resolver. Num grau muito maior, por exemplo, do que no texto em que eu falo sobre a falta de comunicação entre as empresas, que é muito mais ‘doloroso’.

Já pararam para pensar no porquê de tanta gente descontente? Como eu comecei a comentar no post anterior, é visível que a maioria dos administradores \ gerentes \ chefes não sabem lidar com geeks porque num contexto histórico, salvo médicos e professores (não os universitários, estes me parecem gostar do que sabem mas dão aula só por causa do dinheiro), não é normal ter pessoas apaixonadas pelo que fazem.

Além do que, geeks parecem não se importar em não serem chefes. Eu particularmente, se fizesse trabalho braçal e soubesse que uma promoção é menos braço e mais caneta, com certeza ia subir na hierarquia da empresa arrancando cabeças.
Mas sendo uma feliz programadora, não vale a pena trocar de cargo. Subir hierarquicamente geralmente significa cair na área gerencial e gerenciar para gerenciar pessoas, é preciso lidar com elas e, bom, se eu gostasse de pessoas eu não passaria geralmente 18 horas do meu dia entre o computador, a geladeira e a interação com outros geeks. Pessoas não são deletáveis, reprogramáveis e instanciáveis, não faz sentido usar essa ferramenta tosca.

Quantas pessoas ‘normais’ você não querem ser os donos do chicote chefes? Isso não é comum e não entra na cabeça dos chefes normais, do mesmo jeito que não entra o fato de que meus musculos são capazes de carregar pedra às 7 da manhã mas meu cérebro só funciona bem depois das 10, no mínimo.

E bom, geralmente quem cuida das equipes de TI são profissionais geeks também mas cada vez mais geeks estão sendo contratados nos lugares mais inusitados porque “toda empresa precisa de um site ou um sistema” por mais que o dono tenha chegado no Brasil na mesma época que os tijolos da estação do Brás. Só que ele está acostumado a lidar com o pessoal que carregou os tijolos, não com aquele moleque desbotado bebedor de café.

Eu creio que o mundo vai se adaptar aos geeks, tenho fé nisso em nome do Flying Spaghetti. Só fico na dúvida, se o mundo daqui à 30 anos vai ser povoado por geeks e super-geeks vão aparecer, se os geeks vão continuar sendo os geeks sempre (a vingança dos Nerds é de 22 anos atrás e o mundo não mudou), inteligentes e incompreendidos ou se simplesmente o mundo vai acabar torrando antes disso.

March 14, 2007

10 Coisas básicas para que geeks amem seus empregos

Hoje me deparei no prática com um texto intitulado 10 Coisas básicas para que geeks amem seus empregos ou alguma coisa parecida.

Primeiro eu lí e achei interessante porque o texto fala o óbvio mas este óbvio as vezes é difícil de ser expressado. Depois, refletindo mais um pouco, pensei: “Não é o obvio justamente para quem tem poder para gerar ou não estas condições ideais de trabalho”. Porque? Simples.

Creio que há algumas profissões onde a maioria dos profissionais são realmente apaixonados pelo que fazem. São as “profissões dos sonhos” que nem todos conseguem seguir. Pode parecer preconceito mas eu não imagino como alguém de 16 anos de idade, sentado com os amigos pensando sobre o que fazer na faculdade, desejando fazer administração de empresas para poder cuidar das contas à pagar da empresa. Só que eu antes disso já sabia que ia acabar tendo um futuro profissional de nerd e foi assim com diversos bons profissionais que eu conheço. Eles sabiam o que queriam desde ’sempre’ porque eram apaixonados por coisas nerds desde sempre.

Eu hoje, 4 anos depois de ter entrado nesse mundo, ainda gosto bastante do que eu faço, mesmo que nesse tempo tenha conhecido muitas das coisas ruins da profissão. Alias, eu amo o que eu faço independente de onde eu faça e se algum tapado atrapalhar meu trabalho (algum gerente \ chefe \ cliente) eu simplesmente pego meu Tux e minha mochila e saio andando. Afinal, emprego na área de TI felizmente não está em falta, justamente porque bons geeks estão em falta. Então não custaria nada cuidar bem destes seres, especialmente porque a maioria das atitudes do artigo consiste em não fazer absolutamente nada. Apenas não interfira na criação e manutenção do eco-geek-sistema e não deixe o café acabar nem insista em economizar nisso. O quilo do pó de café não passa dos 6r$, a hora do geek passa disso fácil fácil. Além do café, máquinas decentes (e OSs decentes, o que varia na opinião de cada geek) também são essenciais à produtividade e economizar um pente de memória ou obrigar um geek a usar um OS que ele odeia são economias \ medidas burras e nocivas à produtividade. O resto, está no texto da Renata.

Se você é um geek infeliz, tente entregar este texto às autoridades (incompetentes na forma de sugestão. Se você é um empregador que acredita que sua empresa oferece estes 10 itens, e-mail me e a gente conversa. Se você é empregador e não sabe se está fazendo direito, presto consultoria baratinho então e-mail me também =).

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February 28, 2007

Resolvendo problemas na “era da tecnologia moderna”

Filed under: Tecnologia, Web, Google

Como disse ontem o Leandro, centralizar informação é muito bom, enquanto seu meio de centralização não apresenta problemas. Eu sempre soube disso e nunca levei à serio.

Só que enfim Murphy resolveu lembrar de mim, e de uns dias para cá uma das minhas contas do Gmail se recusava a funcionar com o chat habilitado. Justo a conta que eu realmente uso com o chat.

Primeiro passo: Arrumar uma solução provisória
Criei uma conta no Goowy, que é um “desktop online”, com e-mail, mensageiro instantâneo que funciona com Jabber, MSN, ICQ e Yahoo!Messenger, mp3 player, 1Gb de armazenamento e alguns Widgets. E usei o IM do Goowy com o meu abandonado MSN.

Segundo passo: Culpe o software
Testei a conta no Opera, no Internet Explorer, no Firefox do Windows e do Linux, e nada. Todas as outras contas de Gmail funcionando em qualquer navegador e a minha em nenhum. Então, a culpa é da conta

Terceiro passo: Hora da Faxina
Quase dez mil mensagens excluídas, todos os logs de chat no limbo, nenhum rascunho, 3% de uso do armazenamento máximo da conta usado. Mais testes, mesmo erro.

Quarto passo: Apelar
Uma busca rápida na ajuda do Gmail, pesquisa na comunidade de usuários do Gmail, pesquisas no Google, muitos bugs estranhos, nenhum parecido com o meu. Enviei um e-mail para o time de desenvolvimento do Gmail explicando todos os testes e problemas apresentados.

Quinto passo: De volta às raízes
Todo mundo que conhece um pouco só de informática sabe que desligar e ligar de novo resolve as coisas. No caso de um software: instalar e desinstalar. E duma aplicação online? Bom, eu não consegui pensar em nada tão estúpido quanto “abrir e fechar de novo” mas conseguiram pensar por mim. Depois de uma semana de problemas, mudei o idioma do Gmail para (sei lá eu qual). Originalmente, usava meu Gmail em inglês e assim que eu mudei para Bahasa Indonesia todos os meus problemas sumiram.

“Ah, mas agora vou ser obrigada a usar essa coisa estranha?”, pensei. E estava errada. Voltei para inglês de novo e o bug não voltou.

O que aprendemos hoje?
Que informática é uma ciência exotérica, e não exata, que pensar logicamente não vai te levar longe, que encher o saco do suporte sem antes tentar coisas esdrúxulas não é certo e que muitas vezes a solução está exatamente onde não deveria estar.

February 14, 2007

Whorecraft: Botando para foder no mundo de Warcraft

Mais uma para a série “Filmes pornográficos que ninguém precisava ver mas já que fizeram, bora baixar no Bit Torrent” (primeiro post da série aqui).

Dessa vez, foi o jogo World Of Warcraft que virou filem pornô. Ler mais…

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January 30, 2007

Serviço de Banda Larga: Sempre uma dor de cabeça ?

Parece que finalmente eu vou conseguir voltar à morar em São Paulo, perto do metrô, com “conforto e qualidade”, como diria qualquer anuncio de venda de imóvel.

Nessa situação, há preocupações básicas que existem desde quando aprendemos à usar cavernas para não sermos comidos por felinos gigantes (lembre-se: o homem não conviveu com dinossauros): como levar os pertences de uma toca para a outra, que coisas faltam, onde arrumar R$ 10.000 para o home theater e a televisão de plasma, pintar as paredes, desentocar os ratos, etc. E tem as preocupações novas como escolher a melhor televisão à cabo e um serviço decente de internet rápida.

Embora eu saiba que nas exuberantes praias do nordeste seja pior, não há muitas opções aqui em São Paulo e nem praia para eu ir catar coquinho. Fiz uma lista mental rápida (speedy, ajato, virtua e giro) e comecei a caçada:

Speedy - Nem entrei no site. Essa tranqueira da telefônica chega praticamente em qualquer lugar de São Paulo, inclusive onde eu moro agora, e não presta. Nunca me fez perder o google code jam mas já esgotou minha paciencia N vezes.

Ajato e Giro - Os dois, na opção de comprar, pedem seu CEP e com isso verificam a dispionibilidade. O Giro eu já esperava não chegar em casa, já que ele praticamente não chega em lugar nenhum. Preenchi um formulário dizendo que queria desesperadamente me livrar do x-peidy e que assim que chegasse no endereço informado para eles me avisarem que eu contrataria. O Ajato também não chega no tal CEP. Hora de ir para outro site.

Virtua - Entrando nesse constatei: todos os sites de serviços banda larga citados neste post tem sites com animações em flash. Completamente dispensáveis, devem servir, antes da contratação, o quando a internet discada (que acabou de ficar mais cara) é lenta e depois da contratação, que a banda larga não é essa maravilha que a gente gostaria. Mas isso é irrelevante, se eu consigo acessar o site, o que importa é o conteúdo e não a tecnologia usada, certo?
Então fui caçar a cobertura do Virtua, que eu bem sei não ser onipresente. E… e… e… nada. Ele cobre a cidade de São Paulo e isso eu já sabia. E sai do site sem saber nada além disso.

Apesar das opiniões favoráveis que ouvi sobre o Virtua em uma lista de discussão, o serviço já me deixou insatisfeita antes de ser contratado. Aliás, nem sei se posso mesmo contratar o serviço e não queria preencher um cadastro só para descobrir isso. Um dia eu pergunto para a vizinha, no elevador, porque eu me recuso a me expor à a dupla telefone + atendentes de telemarketing. Isso é pior que site ruim feito em Flash (embora mais eficiente que 30 ave-marias, para pagar pecados).

Compare aqui serviços de banda larga, preços de televisores de plasma e de home theaters.

January 29, 2007

Outrolado.com.br : Inteligência coletiva sobre Web

O Outrolado.com.br não é nenhum site de esoterismo, apesar do que o nome aparenta. É um filhote do Webinsider desenvolvido pela Desta.Ca, para pessoas exatamente como eu: cheias de coisas para falar, mas pouca credibilidade no mercado. Se bem usado, pode ser um jeito de resolver essa situação e fazer com que algumas (ou muitas, vai depender da evolução do site) pessoas conheçam suas opiniões, talentos e textos. Com isso, ganha-se a crediblidade, um bom networking e talvez algumas portas abertas. Ou no mínimo uns cliques no seu adSense, já que o sistema permite que você relacione um post no site com um link para qualquer página.

O site está apenas começando, na fase de buscar de patrocínio, colaboradores e visitantes, mas já tem potencial para ser um grande agregador de conhecimento sobre diferentes aspectos do mercado de Web. Eu já fiz a minha parte para que isso aconteça, escrevendo um pequeno artigo sobre valorização de talentos. Enquanto os chefes escrevem no Webinsider, vou preparando meu caminho para o topo pelo outro lado.

January 24, 2007

Rede Globo vs. Internet

A Globo é uma empresa de se admirar: maior audiência de televisão brasileira, manipulação de opinião pública, pequenas fortunas à cada votação do Big Brother Brasil 7, etc. Aparentemente, o legado de Roberto Marinho não foi coisa pouca e a Rede Globo de Televisão continua bem, obrigada, fazendo a alegria da familia brasileira.

Mas na internet é uma mancada atrás da outra. Foi até moderninho quando lançaram o blog dos Big Brothers, o G1 é um portal bem bacana… só que o site Globo Online acaba com qualquer admiração que se possa ter pela Rede Globo na rede. A primeira ação maravilhosa no site é o bloqueio do uso do Ctrl + C, para que as notícias sejam exclusivas do site.

Esta ação também pode ser chamada de javascript safado que alguém usou para se promover dentro da empresa e ninguém viu que era uma atitude antipática, além de furada, já que alguns meios que requerem conhecimentos mínimos (exibir o código fonte, desabilitar o javascript ou procurar no google) acabam com as defesas da exclusividade das noticias do portal.

A segunda idéia que eles tiveram foi simpática: levar o usuário a interagir, conhecer melhor o público do site, de um modo simples e rápido. E ai criaram essa linda enquete para o site:

Neste momento a enquete já saiu do ar mas a página dos resultados sobrevive e garante um sorriso de quem acessa.

São estas pequenas coisas, somadas à outras coisas não tão pequenas como a censura do youtube, a moderação do orkut sem um bom motivo e a proibição do COI (acatada pelo COB) de veicular imagens do Pan na internet e os atletas de manterem sites pessoais durante o Pan só mostram o despreparo de muita gente para lidar com a Internet. Especialmente no Brasil, corre-se o risco de termos problemas identicos ao da época da ditadura com a liberdade na Web, só que dessa vez por medo e falta de conhecimento sobre este novo meio de comunicação.

O que a imprensa tradicional vêm dizendo nos últimos meses, ao meu ver, é que a Internet é um reduto de vagabundos mal intencionados e que seus filhos estarão muito mais seguros vendo mulheres nuas rebolando na Sapucaí, pela tevê.

One Hit Wonders de 2006

One Hit Wonder é uma antiga expressão para designar bandas capazes de lançar uma música que se torna um hit imensamente popular e depois não conseguir fazer mais nada que caia nas graças populares. São aquelas bandas que você não faz idéia do nome mas se ouvir o tal hit, vai saber que conhece a música. Um exemplo é a banda Chumbawamba, que teve um mega hit impregnando as rádios brasileiras, ganhou espaço no jogo de futebol Fifa 98 e num dos Dance Dance Revolution e depois sumiu. Mas 2006 teve alguns One Hit Wonders tecnológicos, que foram coisas super comentadas um dia e 10 dias depois eu nunca mais ouvi falar:

Chatsum - Extensão para o firefox que permite o usuário conversar com outras pessoas que estão na mesma página. Remake de idéias antigas de mil novecentos e icq, ganhou muitos usuários na primeira semana de lançamento. Hoje, entrando no site oficial da extensão quem tentar ver os tópicos mais ativos lerá a triste mensagem “No activity in the last 30 minutes”.

Google Image Labeler - Foi citado aqui mesmo como viciante. Por essas e outras eu me policiava com quando trabalhar de graça para a google ou não. Me policiei tanto que nunca mais abri o site.

Subservient Chicken de Motoca - Numa ação “tentatively viral” da burger king, a galinha gigante voltou fazendo manobras com uma moto de cross. Conforme mais pessoas entravam no site, mais vídeos eram disponibilizados e cada vez eram mais radicais e o vídeo que só apareceria depois da milhonésima visita prometia ser alguma coisa bem bacana que eu não lembro. Acho que antes das 500 mil visitas já tinha perdido a graça e hoje nem o site eu acho.

World Jump Day - Foi legal e engraçado, mas e ai? A terra continua nos eixos e o site sem atualizações.

Esqueci de mais algum?

January 17, 2007

Adeus roupas sociais, Olá tenis da puma

Nas eleições, a vítima foi a Heloisa Helena e sua camisa branca; Agora, no embalo do iPhone (e talvez do Rio Fashion Week) resolveram analisar Steve Jobs, que apesar de seus bilhões, anda sempre de jeans, tenis e camisetas de gola alta. A ‘brilhante e importante‘ conclusão foi de um editor do folhateen e pode ser vista aqui.

E não é só o tio Jobs que anda ‘informal’ mesmo enquanto faz grandes negócios: em nenhum lugar que eu tenha trabalhado eu precisei andar empertigada em trajes tradicionais sociais e aqui na agência onde trabalho não é raro ver clientes vindo fechar negócios calçados em pumas, adidas, all stars e vans e com roupas seguindo a mesma linha casual.

Fico feliz com isso não só por causa da minha aversão à roupa social (eu fico me sentindo uma pirralha com as roupas da mãe), mas porque denota um mínimo de bom senso. 2007 é ano de aquecimento global no topo, el niño e as maiores temperaturas medidas na terra nas ultimas centenas de anos e eu não gostaria de passar por tudo isso usando gravata e salto alto (até porque não combina muito). Acho bom que algumas indústrias, como a de comunicação e tecnologia, estejam mudando estes paradigmas de vestuário e se adaptando ao calor brasileiro e caos paulistano. Só alguém muito masoquista vai dizer que é normal e nao incomodo pegar metrô de salto alto e dar um jeito de colocar ‘tudo’ dentro de uma bolsa, sendo que é muito mais agradável usar uma sapatilha sem salto e uma mochila nas costas, onde cabem blusa de frio e guarda-chuva. Quem em são paulo nunca saiu de casa embaixo de sol e voltou embaixo de chuva e frio? E como enfiar todos os aparatos necessários para sobreviver à isso numa bolsinha?

Ainda existem as roupas masculinas, que amassam ao toque humano ou no encosto do banco do carro, gravatas sufocantes e sapatos que isolam os pés do ar e do conforto, mas meu conhecimento de roupas masculinas se limita à uso de sambas canções do Taz aos fins de semana.

Claro, a minha credibilidade no mercado de trabalho, a sua e a do Steve Jobs são diferentes mas fico feliz que enquanto a justiça brasileira abre precendetes terríveis para a internet com os casos rubinho e cicarelli, Jobs só por aparecer em público abre bons precedentes para quem faz a internet. Mas só o Jobs, a Heloisa Helena é uma porca que não troca de roupa mesmo.

January 11, 2007

iPhone já rendeu um processo à Apple

Filed under: Tecnologia, Web, Gadgets, Apple

O iPhone é um aparelho para VoIP, lançado ano passado pela Cisco e não tem nenhuma relação com o celular da Apple, que também tem o mesmo nome.

Seria só uma conincidência que passaria desarpercebida pela maioria dos mortais, já que o iPhone da Apple já está bem mais popular que o da Cisco, se a empresa Infogear, que foi comprada pela Cisco 7 anos atrás, não tivesse a patente do nome registrada desde 1996.

O vice-presidente da Cisco declarou que Cisco e Apple procuram um acordo sobre a utilização do nome há tempos, mas o iPhone foi anunciado esta semana sem que esses acordos fossem firmados. Com isso, a Cisco abriu nesta quarta-feira um processo contra a Apple. Como acabará esta disputa judicial aida não se sabe, embora Steve Jobs esteja confiante que, dado a diferença nos produtos (um é um aparelho telefonico fixo voip, outro é um aparelho telefonico móve), a Apple não terá problemas com o processo. Mas mesmo assim, fico imaginando quais outros nomes o iPhone, chamado assim desde antes dele existir de verdade, poderia ter.

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