Crash Tester

September 8, 2006

I’m OK , You’re OK

AdSenses me dão medo. Hoje estava caçando um e-mail que enviei à mim mesma. O assunto é “ex-about” e o conteúdo é o texto do campo “About Me” do meu cadastro do orkut, que eu me mandei quando pensei em muda-lo.

Eis os links relacionados:

Records By Mail - Legal, bacana, interessante e relevante, se eu tivesse grana.

Rock T-Shirts - 70% das minhas camisetas estampadas são de bandas, desde bandas tipo C-Real, que eu só ganhei porque a banda do meu primo tocou junto com eles, até Superphones que eu gosto mesmo. Ad relevante.

Acupuntura no ABC - Eu detesto remédios mas detesto agulhas mais ainda.

Mas entre eles incluiam-se algumas coisas bem estranhas:
- Regressão e Hipnose
- Hormônios e Psiquiatria
- Psicóloga Especializada
- Psicologa -Vitória Rassam

Eu tenho problemas que o AdSense detectou e constatou como potencialmente danosos à paz mundial ou à ordem social? eu pareco uma futura suicida? serial killer? comedora de pregos?

MEDO. Se eu não tinha problemas, agora eu tenho. Fiquei paranóica com isso. Tenho pensado em me internar e me tratar. Eu não sei o que eu tenho, mas um clichê tão usado como “só os loucos acham que eles mesmos são lúcidos” tem que ter um fundo de verdade. Tenho medo de interagir com as pessoas. Temo que elas só me trate bem por me temerem, por sentirem o cheiro de perigo. Ou pior, por dó. ‘Tadinha da doidinha, assim, tão nova”. Tenho medo do metrô, de matar alguém que pise no meu pé (e sempre pisam) ou de espancar a caixa do supermercado por pedir para me dever 2 cents.

Não vou mais sair de casa ou me comunicar com o mundo. Escreverei livros e depois da minha morte, quando eles forem achados, serão estuados por alunos de psicologia e neuro-cirurgiões deixarão meu cérebro eternamente boiando em formol.

Ou eu troco meu GMail por um WallaMail de vez e paro com essa babaquice.

August 29, 2006

Só um filme B feito p’ra televisão

Filed under: Querido Diário

frio e chuva em são paulo. postishead nos headphones gigantescos que de quebra esquentam a orelha. dias assim são um deleite para minha mente. são dias em que se não fizesse nada da vida, estaria na minha casa no campo lendo textos antigos em folhas de papel amareladas. quisera eu. estou no centrão da cidade, relendo e-mails antigos. relembrando minha incapacidade de dizer as coisas claramente, e a clareza das entrelinhas, pelo menos lendo tudo agora a (meses / anos) de distância.

eu acho engraçado a minha capacidade de reinventar as coisas. como isso faz com que a frase que eu uso muito que diz "i used to be happier" muitas vezes seja errada. porque o passado conta com o remake, que é muito melhor que o dom do esquecimento. mesmo os piores momentos, os de tristeza ou dor, me recordo agora deles remodelados. Não tiro o sofrimento. acrescento poesia. o choro embaixo do chuveiro vem acompanhado de rimel escorrendo no rosto e sangue em mãos que nunca foram cortadas. Os lugares por onde eu passei cabisbaixa me vêm à memoria com pessoas na calçada, trajadas de preto e os homens tiravam seus chapeus, as mulheres mantinham seus veus, e todos abaixavam a cabeça solenemente em compaixão às minhas perturbações.

as felicidades, que já são boas por sí só, tem suas cores ajustadas até parecer um filme feliz do tim burton. e nos passeios de mão dada, eramos seguidos por ‘marching bands of manhattan’. o jantar de comida congelada, de tão agradável a conversa, parece-me agora ter sido servido na varanda de um belo restaurante e ser a obra de arte de um chef.

mas o presente, este que toca minha pele agora, que se posta diante meus olhos, é inegavél. pode ser mudado mas não maquiado, e mudar nem sempre é fácil. nem as felicidades são estonteantes, os risos não são como fogos de artificio em som e brilho e nem mesmo a dor doi o bastante para ser poética ou shakesperiana. talvez se eu tentasse.. talvez se eu mudasse. e ai talvez falha-se e ia doer como nunca doeu. ou desse certo e pronto. mas não… um dia hoje, a chuva, o cinza nas ruas, tudo vai ficar para trás, num filme anos 70 esperando ser remasterizado.

não se pode viver a vida aproveitando só o passado, eu sei. mas pode-se escrever palavras bonitas sobre ele e colorir um dia cinza.

July 14, 2006

Emotive Hardcore, PCC e talz.

Emotive Hardcore - Música pesada com influências de hardcore e punk rock (especilmente o skate punk) com letras melosas. Certo? Maybe. Sim se você falar de No Use For a Name. Talvez se falar de My Chemical Romance. ‘Ma nem fudenu se tu falar de Fresno’. Porque no Brasil de repente as bandas de emotive hardcore estão soando muito mais ‘Nativa FM’ do que rock. Mas para quem quiser ouvir música, que entre no lasy.fm e se vire.

O Emo começou com o skate punk e as riot girls e essa coisa toda do hardcore californiano. Só que essa coisa toda de ser politizado e defender uma causa, falar mal do governo e queimar soutien estava ficando cansativa para algumas pessoas que só queriam diversão. E neste ponto foram os for funs para o seu lado e os emos nasciam. Relacionamentos afetivos sempre tiveram proporções homericas (ou shaksperianas, melhor dizendo) na vida de adolescentes. O punk rock fazia sucesso e algumas bandas de Washinton DC (não confundir com o estado grunge) resolveram juntar os dois. E ai no middle-80s nascia o emo que se arrastou e modificou até o fim da década de 90 sem ser grande coisa na mídia. O quadro na mídia só mudou quando bandas como Dashboard Confessional começaram a fazer sucesso e daí para frente o emo nunca mais foi o mesmo, a ponto de eu nem saber mais o que diabos é emo em termos de som. Até porque eu gosto é de screamo (a ‘facção’ do emocore mais berrada que existe).

Essa popularização da música acabou gerando uma cultura comportamental e visual. Emos me lembram porings e chuzzle. Eles são coloridos, pululantes, vivem se abraçando e andam em bando. E a fama toda de choradeira e talz ignora um lado muito básico do emo que eu não sei como as pessoas ignorarm: são pessoas EMOTIVAS, que levam muito a sério qualquer emoção. Emos felizes são como as pererecas da Sony Bravia pulando.

É obvio que com emoções negativas o extremo oposto acontece. E é por isso que eu acho que São Paulo carece de mais emos com mais de 18 anos. Os emos são pessoas sentimentais capazes de se condizer da dor alheia. Falta o resgate das origens punk para que eles tomem alguma atitude sobre isso. E quer lugar que precise de mais atitude do que essa goddam cidade em guerra? Eu percebi isso ouvindo a regravação de Under Presure feita pelas bandas Used e My Chem Romance (duas das mais famosas da cena emo). "Why can’t we give love that one more chance?" dizia Freddy Mercury e David Bowie na versão original. "This is our souls under presure": com medo de ser atacado por um molotov nos ônibus, com medo de andar de iPod na rua, sabendo que vai ter eleições e poucos problemas hão de ser resolvidos.

Os emos me lembram os hippies em tudo: um povo na deles querendo viver numa ilha de paz e perfeição. São um bando de utópicos mas com essa realidade nojenta que vivemos, porque não sonhar? E os outros que se danem… ou virem emo =D. Na verdade acho que no fundo todos os cidadãos de bem querem mesmo um mundo ‘onde todas as pessoas possam se abraçar o tempo todo’ (definição tosca de emo que eu li na revista época). E porque não?

"I Keep coming out with love but is so smashed and torn". Emos são sexualmente tolerantes. Um bando de pan sexuais por farra… mas é um bom começo termos adolescentes assim, já que no futuro serão pessoas sexualmente tolerantes, mesmo que se deem conta que são heteros facilmente influenciáveis pela moda. Apanham com frequencia coitados, de skin heads, punks e qualquer outro gênero de pessoas entediadas. E quantos emos você já viu espancando pessoas por ai? Não me diga que eles são um banco de fracotes, isso são os indies magrelos e óculos. No fundo são um bando de crianças pedindo amor. E porque não?

 

Comunidade: Por um PCC mais emo no orkut.

July 11, 2006

Neo-Pobre’s Hell Quest

Filed under: Querido Diário

Neo-Pobre. Estado de uma boa parte de quem era criança da classe média alta lá em meados de 90. Crianças que nem eu em 98, que andavam de calça da Levi’s. Que em 96 ganhou Pakalolo de Natal. Crianças para quem nunca faltou a trakinas e o danoninho. Crianças que cresceram e se f**deram. Neo-pobres não tem dinheiro, assim como os pobres, mas já tiveram um dia.

O que os diferencia dos meros ‘filhos de falidos’ é que herdamos a cultura que o dinheiro pôde proporcionar e herdamos o bom-gosto: comemos gelatina com gosto mas sabemos que nem se compara com um petit-gateu de um delicatessen fino do itaim bibi. Neo-pobres geralmente aspiram e\ou trabalham em áreas criativas como publicidade, internet e moda embora haja uns e outros perdidos em outras áreas. E mesmo que geralmente a área escolhida seja de uma ascensão lenta e dolorosa, nunca, jamais, sob hipotese alguma, um neo-pobre se rende aos concursos públicos.

Tendo esclarecido agora posso contar… A infernal saga de ser uma neo-pobre - Parte I

Há uma semi-preciosidade em termos de serviços públicos chamada bilhete único, que é um passe de ônibus / trem / metrô que permite gratuidades ou descontos para quem usa mais de um transporte coletivo num periodo de 2 horas. Ele funciona como um cartão de playland: você vai até um posto de recarga e coloca quantos reais de crédito quiser. E é ai que minha hora de almoço virou um inferno.
Os primeiros dias úteis do mês são marcados pela busca dos pobres de todos os tipos por estes postos de recarga de bilhete único. Há alguns em estações de metrôs, nos raros postos da SpTrans e nas casas lotéricas. Fui até a lotérica colocar a quantidade exata de dinheiro que ia gastar até o salário que vêm, para não correr riscos de chegar bem na catraca do ônibus e ficar sem grana. Fila infernal, no sol das 13h. 15 minutos depois a tia da lotérica vem dizer que deu pane no sistema. Normalmente ele sai do ar em todas as casas lotéricas por algum motivo que eu desconheço. Por sorte, dessa vez foi uma pane na máquina da caixa lotérica por causa de um outro sistema do governo (o que paga o bolsa família).

Resolvi andar, depois dos 15 minutos perdidos na fila, 5 minutos até a outra lotérica do bairro. Mais fila. Finalmente eu chego no caixa, sem sinais aparentes de bug:

Jess diz - "Boa tarde, a senhora poderia colocar R$ 42,00 de crédito?" - e estende o mardito e uma nota de R$ 50.
Tia diz - "Ah não, só vou colocar R$40"
Jess faz cara de espanto e replica - "Mas eu pedi R$ 42!"
Tia - "Ah, não tem mais troco, e ou você coloca R$40 ou R$50"
Jess pensa sariamente em mandar a velha tomar n… ~inspira fundo~ e diz: - "Obrigada".

Pego o cartão de volta e decido que eu prefiro comprar passes de metrô, lembrando que até dois anos atrás não existia bilhete único e os transportes não eram mais ou menos agradáveis do que agora por causa disso e achando que essa coisa de modernindade é complicada demais quando cai nas mãos erradas.

June 23, 2006

O melhor do futebol é a torcida

Filed under: Querido Diário

Eu nasci em São Paulo, bela e descentende de italianos, palmeirense. Um dia cismei com o uniforme do São Paulo e passei um tempo (meses talvez) sendo são-paulina, até o palmeiras fazer um gol, eu comemorar e me convencerem que eu era palmeirense.

Depois eu cresci e estudei com uns fanáticos por futebol entre 14 e 15 anos de idade. Acompanhei a libertadores de perto, estudei com calma o que Luxemburgo fez pelo verdão em 94 e sou fã do cara até hoje, descobri que só porque o lindão do Batistuta é argentino não significa que ele vá estar em algum time da Argentina da libertadores e levei walkman para sala para ver meu time ser detonado pelo Manchester United. Me formei e perdi o contato com os amigos… nunca mais eu tive contato com futebol. Eu nunca gostei de verdade, era uma coisa de se encaixar no clubinho (e porque muito legal ser a única minina que entende de futebol)

Mas agora na copa é impossível ficar impassível. Em 2002 eu orglhosamente não assisti nenhum jogo, nem mesmo a final. Reclamava da venda do titulo para a França em 98 e dormia (lembram que os jogos eram cedo?). O único gol que eu ví foi do Beckhan (eu acho) no classicão Argentina x Inglaterra, que eu só assisti porque no pátio da faculdade tinha um telão de 300" passando o jogo. Não liguei quando o palmeiras foi rebaixado e nem soube que voltamos para a primeira divisão. Antes de Brasil x Croacia o último jogo que eu tinha assisido por livre e espontânea vontade creio que foi Vasco x São Caetano.

Que eu adorei, pelo mesmo motivo que eu adoro a copa, shows de rock e cultos religiosos. Eu acho DUCA a mobilização das pessoas em prol de um só sentimento. Eu sou daquelas bêbadas filosofas… mais de uma vez fiquei com a minha vodka no canto de algum show ou balada e me emocionei com todo mundo cantando junto. Me impressiona modo como a música transimite um sentimento universal (mesmo que nós sempre agregemos nossas lembranças e sentimentos às musicas que nos marcam) e faz de repente 400 pessoas de uma pista de dança dançarem ao mesmo ritmo, ou 500.000 pessoas (chute) cantarem junto com o Mr. Bono no Pacaembú. E eu sempre amei música por causa disso e recentemente me dei conta que com futebol é a mesma coisa.

Por ter assistido o primeiro jogo da copa numa ação da coca-cola aqui em São Paulo, deveriam ter mais umas 200 (?) pessoas comigo. Telão… Seleção… Hino. Um bando de desconhecidos olhando para a mesma direção, com a mão na mesma posição cantando a ode à patria canarinho (mesmo que errado) juntos com os 11 escolhidos para levar a bola para o gol e uma bolada para o bolso. Começa o jogo e os olhos vidram na tela, parando apenas para a Kaiser e quando finalmente saiu gol foi unisona a reação das pessoas, todas esquecendo a conta de luz e comemorando, se abraçando (mesmo que não faça nenhum sentido) e tocando cornetas infernais :P.

Podia ser com hockey, com baseball, com nado sincronizado mas eu vivo no país do futebol e é isso que eu gosto da copa… de manhã todo mundo se xingando no trânsito, na hora do jogo "um só coração". Clichê, maybe, mas que é bonito de se ver, é.

June 14, 2006

… sem achar nenhum campo de centeio

Filed under: Querido Diário

Essa semana aconteceram coisas o suficiente para que me desse na telha de escrever o texto abaixo. No fundo é só porque soa bonito mesmo… na verdade eu acho que eu nunca deitei a cabeça no travesseiro duas noites seguidas com a sensação de que estava satisfeita.
Não sou a única com essa sensação. Agradavelmente, tem 2 escritores (um deles realmente célebre) que tem a mesma sensação (lembrando que eu bem queria ser uma): Joyce Maynard e J.D. Salinger. Andei lendo o livro "Abandonada no Campo de Centeio", de Maynard. É uma biografia de Joyce, com enfoque no único detalhe de sua vida que a difere de uma vida comum: seu relacionamento com Salinger.

Ela cresce com essa sensação de estar perdida no mundo, de não ter um lugar seu (à começar pelo fato dela ser meio-judia) e de nunca ter achado uma pessoa que parecesse entender suas ‘neuroses, psicoses, paranoias e afins’. Bom livro. Confirma a minha teoria que O Apanhador é auto-btiografico porque seria impossível escreve-lo se não fosse e também me fez acreditar que eu poderia te-lo escrito, já que eu tenho "Alma de Caulfield".

Segue o texto… reflexões sobre tempos em que eu não era menos perturbada mas que hoje me parecem mais facil:

 "Eu acordava todos os nasceres do sol entre segunda e sexta. Saia sonolenta da cama para vestir uma camiseta qualquer e me aprontar. Antes de sair tomava leite e comia pão, sempre o mesmo pão de hamburguer, esquentado na chapa, com a margarina derretendo. Eu ia trabalhar, uma coisa que quase nunca me trazia novidade ou surpresa: talvez um cliente mais histérico, um acidente visto pela janela no caminho de volta, nunca nada demais. Eu jantava as batatas de forno, assistia filmes às terças, nos outros dias tomava banho, lia, dormia. Nos fins de semana passeava pela cidade pequena. Pelo prazer de tomar sol, pelo bate papo com os trabalhadores do comércio local, para arejar, andarilha nos 5 quarteirões que eram o centro, abastecida de milk shake. Depois da caminhada um cochilo, um banho, uma roupa melhor e a caminhada novamente, agora rumo a praça: em cidades pequenas nos fins de semana só há a praça da igreja. As mesmas pessoas, entretenimento previsível nas conversas sobre o tempo, o jogo, os conterrâneos. As vezes fazia sol de domingo e iamos de bicicletas até o grande lago. Sempre que ouço sobre lagos, seja o Ness ou o Michigan, não me vem à cabeça que um deles possa ser mais fabuloso que o lago em que iamos, tomavamos sol e comiamos bolo.

No lago tinha uma ponte. Eu me sentava na sua grade e via o sol se por, já que a volta de bicicleta garantia não passar frio. Podia ver o começo da noite, as primeiras estrelas… na madrugada elas serão as mais brilhantes. Mas eu voltava para casa e dormia, antes de vê-las. Semana após semana.

Mas um dia eu quis atravessar a ponte, ir para o outro lado, conhecer um novo mundo. Se o fizesse, sabia que seria para sempre, mas fui sem medo. E achei muitas coisas que pude incluir em listas de sonhos e planos, muito além de caminhadas com milkshakes, chefes e telefones. No começo quis ter certeza das coisas que queria. Depois passei a tentar conquista-las. Até hoje tento, muita coisa sem sucesso. Diariamente pensando e me frustrando. Chorando pelos cantos. As vezes tento trocar de ares para ver se me animo.

Agora quando posso, vou até o lago de carro, que já não é mais tão perto. Sento e olho a paisagem que conhecia apenas vendo do outro lado. Daqui, o lago parece muito maior, a ponte mais longa e as luzes à distância muito mais belas."

 A ponte

June 12, 2006

MKT: Dia dos Namorados

Filed under: Querido Diário

"if only i had onde wish i’d want a million billion lifetimes that i could spent with you falling in love with you again and again"

Diferente do ‘Valentine’s Day’, comemorado, entre outros lugares, nos Eua no dia 14 de Fevererio, a orgiem do nosso dia dos namorados, celebrado hoje,não tem nada de pura, religiosa ou romântica.

Enquanto o dia dos namorados lá no norte começou com rituais pagãos de fertilidade e foi cristianizado na data de morte de São Valentim , martir da igreja católica que realizava casamentos mesmo contra as ordens do imperador Claudius II, no século III d.C., o nosso dia dos namorados é pura e simplesmente uma grande sacada de marketing.

Aqui as coisas começaram em 1949, quando o publicitário João Dória, preocupado com o fraco comercio do mês de Junho, criou uma campanha com o slogan "Não é só com beijos que se prova o amor", criando o nosso dia dos namorado um dia antes de 13 de Junho, dia de Santo Antônio, o santo que promete desencalhar qualquer tia =D.

Embora seja puro marketing, além de querer ser ‘publicitária’ quando pequena, eu cresci, virei consumista, capitalista e apaixonada. Ou seja, eu comemoro o dia dos namorados, mesmo que muitas vozinhas coerentes na minha cabeçam expliquem (o) que está errado. Que, além de ser capitalismo puro, quando se encontra alguém que se ama deve-se dar valor todos os dias e todos aqueles clichês. Mas bah, como ouvir essas vozes ao ver sua cara de felicidade quando abriu a caixa da loja de brinquedos? Sim sim, esse é só um post piegas para dizer, nesse dia de celebração de uma campanha publicitária bem sacada que hoje, no valantine’s day, no dia do animal, na morte de james joyce e todos os outros dias, você vai ter com quem compartilhas as fichas de fliperama, entrar em prédios ’só porque a porta tava aberta’, pular de palcos (e se esborrachar), com quem filosofar sobre a personalidade do billy e da mandy e todas as nossas esquisitices que te fazem o nosso relacionamento tão… ‘único’ (para não dizer freak, bizarro, exótico…).

 

Dead Bride Jess and El Repro 

Pieguices à parte, feliz dia dos namorados para todos que tem com quem comemorar e para quem não tem, mas está procurando, amanhã é dia de enfiar o santo de ponta cabeça no copo d’agua, não esqueçam. Mas a boa notícia para todo mundo é que amanhã começa a temporada de fogos, quentões, pinhões, batata doce e outras delícias de uma verdadeira comemoração típica brasileira, que junto com uma copa do mundo, tem atrativos para todos os gostos e estados civis.

Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Chris M