Crash Tester

March 22, 2007

Ele quer um emprego na Google (e quem não quer?)

Hoje, eu não me acho mais uma idiota. Pelo menos por alguns segundos.
Nunca me faltou emprego. Alias, acho que a crise de desemprego no Brasil, bem como a dengue, chifre e peitos grandes são meramente psicológicos, já que eu nunca tive problemas para arrumar emprego, bem como nunca tive nem dengue, nem uma bela galhada e nem “travesseirinhos do amor” tamanho GG.

Mas apesar de toda essa facilidade de arrumar trabalho (o que engloba empregos e freelas) eu sempre digo que, independente do salário e do que eu esteja fazendo, eu queria muito trabalhar na Google. Até mandei currículo para lá uma ou duas vezes e obviamente, não deu em nada (se tivesse dado certo eu não teria que compartilhar minhas angústias sobre corporações Vs. nerds ou como navegar na internet bloqueada). E nunca passou disso: um desejo com pequeninas tentativas de realização. Mas esse cara foi longe: Fábio Ricotta criou um blog-curriculo-propaganda como parte dos seus esforços para ter um emprego na Google, com direito à vídeo estilo “eliminatórias do Big Brother Brasil”.

O site é feio, muito feio, o que denota que provavelmente o sr. Ricotta é um bom programador mesmo. O vídeo eu não assisti e a ação como um todo me lembra aquelas faixas implorando empregos em agências de publicidade nos anos 90.

Talvez funcione (ou não).

March 14, 2007

10 Coisas básicas para que geeks amem seus empregos

Hoje me deparei no prática com um texto intitulado 10 Coisas básicas para que geeks amem seus empregos ou alguma coisa parecida.

Primeiro eu lí e achei interessante porque o texto fala o óbvio mas este óbvio as vezes é difícil de ser expressado. Depois, refletindo mais um pouco, pensei: “Não é o obvio justamente para quem tem poder para gerar ou não estas condições ideais de trabalho”. Porque? Simples.

Creio que há algumas profissões onde a maioria dos profissionais são realmente apaixonados pelo que fazem. São as “profissões dos sonhos” que nem todos conseguem seguir. Pode parecer preconceito mas eu não imagino como alguém de 16 anos de idade, sentado com os amigos pensando sobre o que fazer na faculdade, desejando fazer administração de empresas para poder cuidar das contas à pagar da empresa. Só que eu antes disso já sabia que ia acabar tendo um futuro profissional de nerd e foi assim com diversos bons profissionais que eu conheço. Eles sabiam o que queriam desde ’sempre’ porque eram apaixonados por coisas nerds desde sempre.

Eu hoje, 4 anos depois de ter entrado nesse mundo, ainda gosto bastante do que eu faço, mesmo que nesse tempo tenha conhecido muitas das coisas ruins da profissão. Alias, eu amo o que eu faço independente de onde eu faça e se algum tapado atrapalhar meu trabalho (algum gerente \ chefe \ cliente) eu simplesmente pego meu Tux e minha mochila e saio andando. Afinal, emprego na área de TI felizmente não está em falta, justamente porque bons geeks estão em falta. Então não custaria nada cuidar bem destes seres, especialmente porque a maioria das atitudes do artigo consiste em não fazer absolutamente nada. Apenas não interfira na criação e manutenção do eco-geek-sistema e não deixe o café acabar nem insista em economizar nisso. O quilo do pó de café não passa dos 6r$, a hora do geek passa disso fácil fácil. Além do café, máquinas decentes (e OSs decentes, o que varia na opinião de cada geek) também são essenciais à produtividade e economizar um pente de memória ou obrigar um geek a usar um OS que ele odeia são economias \ medidas burras e nocivas à produtividade. O resto, está no texto da Renata.

Se você é um geek infeliz, tente entregar este texto às autoridades (incompetentes na forma de sugestão. Se você é um empregador que acredita que sua empresa oferece estes 10 itens, e-mail me e a gente conversa. Se você é empregador e não sabe se está fazendo direito, presto consultoria baratinho então e-mail me também =).

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February 28, 2007

Resolvendo problemas na “era da tecnologia moderna”

Filed under: Tecnologia, Web, Google

Como disse ontem o Leandro, centralizar informação é muito bom, enquanto seu meio de centralização não apresenta problemas. Eu sempre soube disso e nunca levei à serio.

Só que enfim Murphy resolveu lembrar de mim, e de uns dias para cá uma das minhas contas do Gmail se recusava a funcionar com o chat habilitado. Justo a conta que eu realmente uso com o chat.

Primeiro passo: Arrumar uma solução provisória
Criei uma conta no Goowy, que é um “desktop online”, com e-mail, mensageiro instantâneo que funciona com Jabber, MSN, ICQ e Yahoo!Messenger, mp3 player, 1Gb de armazenamento e alguns Widgets. E usei o IM do Goowy com o meu abandonado MSN.

Segundo passo: Culpe o software
Testei a conta no Opera, no Internet Explorer, no Firefox do Windows e do Linux, e nada. Todas as outras contas de Gmail funcionando em qualquer navegador e a minha em nenhum. Então, a culpa é da conta

Terceiro passo: Hora da Faxina
Quase dez mil mensagens excluídas, todos os logs de chat no limbo, nenhum rascunho, 3% de uso do armazenamento máximo da conta usado. Mais testes, mesmo erro.

Quarto passo: Apelar
Uma busca rápida na ajuda do Gmail, pesquisa na comunidade de usuários do Gmail, pesquisas no Google, muitos bugs estranhos, nenhum parecido com o meu. Enviei um e-mail para o time de desenvolvimento do Gmail explicando todos os testes e problemas apresentados.

Quinto passo: De volta às raízes
Todo mundo que conhece um pouco só de informática sabe que desligar e ligar de novo resolve as coisas. No caso de um software: instalar e desinstalar. E duma aplicação online? Bom, eu não consegui pensar em nada tão estúpido quanto “abrir e fechar de novo” mas conseguiram pensar por mim. Depois de uma semana de problemas, mudei o idioma do Gmail para (sei lá eu qual). Originalmente, usava meu Gmail em inglês e assim que eu mudei para Bahasa Indonesia todos os meus problemas sumiram.

“Ah, mas agora vou ser obrigada a usar essa coisa estranha?”, pensei. E estava errada. Voltei para inglês de novo e o bug não voltou.

O que aprendemos hoje?
Que informática é uma ciência exotérica, e não exata, que pensar logicamente não vai te levar longe, que encher o saco do suporte sem antes tentar coisas esdrúxulas não é certo e que muitas vezes a solução está exatamente onde não deveria estar.

February 7, 2007

3D para quem quer um armário novo, mudar a cozinha ou ter a Torre Eiffel na sala de casa

Filed under: Trabalho, Web, Google

Meus recentes passeios à shoppings de decoração e lojas de móveis foram um poço de decepção. Em 90% das lojas que não trabalham com móveis planejados, uma boa parte do que estava exposto, ao meu ver, era feio, exagerado, cafona ou imenso demais para a realidade de quem vai morar num apertamento. Mas algumas lojas já perceberam isso e fazem móveis ótimos, como a Tok-Stok e a Etna. Só que, como a maioria das coisas encantadoras, o preço médio dos móveis destas lojas é maior do que meu bolso suporta.

Sobraram algumas alternativas que eram: partir para lojas populares, trocar os móveis por caixas encapadas com papel camurça ou ir para a prancheta. Já que as duas primeiras são idéias completamente descartáveis, lembrei de 2004, quando passei o ano letivo inteiro tendo aulas de AutoCad e das maravilhas do 3D. Eu gostava bastante das aulas de Cad, sempre achei 3D bacana e até tinha uma versão primitiva do Cad em algum CD perdido lá em casa, mas fiquei pensando se precusava mesmo de tudo isso, para fazer um simples projeto de armários \ prateleiras. E não, não precisava.

Dois softwares me passaram pela cabeça; primeiro foi o POV-Ray, que é um programa gratuito de ilustração e animação 3D para Windows e Linux, que só funciona a base de linhas de comando e não come toda a memória da máquina. Ele é interessante para quem gosta de digitar, tem vários modelos prontos por ai (estrela da morte e outras coisas de Star Wars são as coisas mais comuns), mas não era o tipo de coisa que ia ajudar muito.

O segundo software que lembrei era uma vaga memória de um programa que a Google desenvolveu para a meta de transformar o planeta terra e todas as suas construções num grande modelo 3D [deve ter sido idéia do Cérebro]. Alguns cliques e descobri que o nome dele é SketchUp e que ele era ideal para o que eu precisava. Apanhei no começo mais por causa da minha falta de noção de como construir um móvel do que com o programa. Fiquei encantada porque ele é bem simples de usar, se assim você o desejar, ao mesmo tempo que deixa usuários mais experientes desenharem usando scripts feitos em Ruby (mesmo que tudo seja possível de ser feito sem estes scripts).

Na 3D warehouse há vários modelos prontos e podem servir de base ou inspiração. No meu caso específico, colocar uma miniatura da Torre Eiffel no meio da sala não foi uma boa idéia, mas um jogo de xadrez na mesa de canto até que não foi má idéia.

O bom disso tudo é que agora eu tenho todos os móveis que eu queria ter comprado devidamente desenhados e o melhor, um orçamento que diz que eles podem custar um terço do preço. Isso é inclusão digital, é a informática incluindo mais e mais coisas ao meu poder aquisitivo :)

O SketchUp pode ser uma boa forma para quem se interessa em aprender 3D e não tem a menor noção começar a entender os conceitos básicos, como eixos X, Y e Z, câmera e etc e para quem já sabe, fazer uma localidade do Google Earth em 3D e mandar para a Warehouse é um incremento e tanto para o portfolio de quem está começando nesta arte.

P.S.: O SketchUp também faz animações 3D mas isso eu ainda não testei.

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December 7, 2006

Filed under: Web, Google

Se isso virar um post mesmo, eu terei usado o Google Docs para cria-lo. Preciso tornar públicas alguns documentos que tenho aqui do google docs e , ao clicar em publish, só para deixar qualquer um ler, ví que ele serve de interface para postar em blogs. Muito legal que este blog é hospedado no sinistro blogsome, que poucas pessoas conhecem, mas ainda assim é suportado pelo google. Bom, 1…2…3… testando.

E aproveitando a série “novas coisas para se usar no blog”, finalmente ví um bom motivo para a migração(ter estatísticas) e resolvi usar o feedburner, então, quem recebe por rss, por favor atualize o endereço para http://feeds.feedburner.com/crashtester. E quem não recebe por RSS, pode me explicar porque se dar ao trabalho de abrir site por site? Que tal começar à usar RSS?

WTF is RSS? Ou, educadamente, o que é RSS e porque eu usaria isso?

RSS é a sigla para uma frase complicada (Realy Simple Sindication) que em no fundo quer dizer que o site que você está visitando disponibiliza o conteúdo para “assinatura”, no formato RSS. Esse conteúdo para assinatura funciona que nem um jornal, você escolhe quais sites quer receber o conteúdo e um leitor para esse conteúdo, e À cada atualização, você recebe o conteúdo (completo ou parcial, depende do site) da atualização.
Para ler um RSS há muitas opções, conehcidos como ‘agregadores’:


À cada atualização no site que fornece o RSS, o conteúdo chega para você, que nem uma nova edição de revista, no agregador que você escolheu. A grande vantagem é saber sempre das atualizações na hora que elas acontecem, sem ter que entrar em cada site que você lê, só no seu agregador (e no caso do thunderbird ou do Yahoo!Mail, você já ia entrar de qualquer jeito, não?).

E não falo só de blogs, mas sites como por exemplo o UOL ou o G1 têm feeds RSS. Se você não é muito fã de jornais, ter o rss de um site de notícias é um otimo meio de se manter informado. Uma nova notícia chega, que nem um novo email, e ao ler o título dela (é como um assunto de mail) você já está mais bem informado e já sabe se vale a pena ler tudo ou não.

Se você realmente não dá a mínima para as últimas notícias, talvez você prefira as tirinhas do garfield, calvin, snoopy, dilbert ou os vídeos do happy tree friends. E sim, todos eles são disponibilizados em RSS e todas as manhãs eles chegam na sua casa, mas sem a tinta preta que ‘pega’ na mão e sem os classificados de imóveis. E por hora, você pode testar o RSS do crashtester :)

November 29, 2006

Google Master Plan

Filed under: Tecnologia, Trabalho, Google

Eu: fanática pela google e seus serviços.
Eu: uma das duzentas MIL primeiras pessoas a ter um profile no orkut.
Eu: Sonho em trabalhar numa empresa que invista tanto em tantos projetos e que incentive tanto a criatividade dos funcionários como a google, por prazer e por recomendação médica (já perdi noites de sono projetando e planejando coisas para web que não consegui fazer).

Eu: boquiaberta quando ví isso . Ahn? O que é isso? Bom, lá na google tem essa lousa imensa, onde eles tinham o rascunho do “Google Master Plan” (eu acrescentaria ‘for world domination’). Essa lousa foi apagada recentemente e ’só’ o que restou foi essa foto em alta resolução com um navegadorzinho.

Entre os rascunhos, encontra-se menções ao chupa cabra, goobuntu, x-mans, teleporte, ensinar o mundo inteiro à cantar e alguma coisa sobre usar o lado saudável do bacon (!!!). Só falta agora ligar tudo isso e descobrir afinal qual é o tal do master plan. Meu chute?

“O que faremos hoje Larry?”
“O que fazemos todas as noites Sergey. Tentar conquistar o mundo.”

Update: Mais fotos do master plan aqui

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