Crash Tester

February 28, 2007

Resolvendo problemas na “era da tecnologia moderna”

Filed under: Tecnologia, Web, Google

Como disse ontem o Leandro, centralizar informação é muito bom, enquanto seu meio de centralização não apresenta problemas. Eu sempre soube disso e nunca levei à serio.

Só que enfim Murphy resolveu lembrar de mim, e de uns dias para cá uma das minhas contas do Gmail se recusava a funcionar com o chat habilitado. Justo a conta que eu realmente uso com o chat.

Primeiro passo: Arrumar uma solução provisória
Criei uma conta no Goowy, que é um “desktop online”, com e-mail, mensageiro instantâneo que funciona com Jabber, MSN, ICQ e Yahoo!Messenger, mp3 player, 1Gb de armazenamento e alguns Widgets. E usei o IM do Goowy com o meu abandonado MSN.

Segundo passo: Culpe o software
Testei a conta no Opera, no Internet Explorer, no Firefox do Windows e do Linux, e nada. Todas as outras contas de Gmail funcionando em qualquer navegador e a minha em nenhum. Então, a culpa é da conta

Terceiro passo: Hora da Faxina
Quase dez mil mensagens excluídas, todos os logs de chat no limbo, nenhum rascunho, 3% de uso do armazenamento máximo da conta usado. Mais testes, mesmo erro.

Quarto passo: Apelar
Uma busca rápida na ajuda do Gmail, pesquisa na comunidade de usuários do Gmail, pesquisas no Google, muitos bugs estranhos, nenhum parecido com o meu. Enviei um e-mail para o time de desenvolvimento do Gmail explicando todos os testes e problemas apresentados.

Quinto passo: De volta às raízes
Todo mundo que conhece um pouco só de informática sabe que desligar e ligar de novo resolve as coisas. No caso de um software: instalar e desinstalar. E duma aplicação online? Bom, eu não consegui pensar em nada tão estúpido quanto “abrir e fechar de novo” mas conseguiram pensar por mim. Depois de uma semana de problemas, mudei o idioma do Gmail para (sei lá eu qual). Originalmente, usava meu Gmail em inglês e assim que eu mudei para Bahasa Indonesia todos os meus problemas sumiram.

“Ah, mas agora vou ser obrigada a usar essa coisa estranha?”, pensei. E estava errada. Voltei para inglês de novo e o bug não voltou.

O que aprendemos hoje?
Que informática é uma ciência exotérica, e não exata, que pensar logicamente não vai te levar longe, que encher o saco do suporte sem antes tentar coisas esdrúxulas não é certo e que muitas vezes a solução está exatamente onde não deveria estar.

February 22, 2007

Os Piores Textos de Washington Olivetto: Ruins mesmo.

No livro Sonhos de Bunker Hill o alter-ego de John Fante, Arturo Bandini, conhece uma escritora que o chateia profundamente por sempre citar nomes de pessoas que nem sempre Arturo conhecia e aparentemente não se importava em não conhece-las. E eu me senti como o Arturo nessa situação lendo Os piores textos de Washington Olivetto.

Verdade seja dita: escrevo esse texto tendo lido pouco mais da metade do livro mas não lí o resto porque achei extremamente CHATO. Sobram citações que tratam como amigos íntimos cidades européias, restaurantes que eu nunca ví e grifes que eu nem sabia que existiam. Não que isso seja extremamente ruim mas o excesso dessas citações faz com que todas se tornem irrelevantes. Exemplificando: se eu leio um texto que diz “Em uma de minhas viagens para o hotel [NOME], um tradicional e imponente hotel, localizado numa pequena cidade numa região montanhosa da França” provavelmente eu pesquisaria sobre o hotel que eu não conheço, já que a citação nominal do tal lugar denota que ele é a coisa mais interessante da frase. Mas ao citar o nome da cidade, do hotel, do consierge, do maitrê, do prefeito da cidade e muito mais, tudo passa a ser irrelevante e eu não vou me dar ao trabalho de pesquisar algo irrelevante. Só que no fim eu leio, perco todos os detalhes aos quais os nomes fazem referencia e acho o livro um porre.

Ok, podem me mandar resignar-me à minha condição ignorante e botar na cabeça que o target do livro não seja o “povão” só que ainda assim me causa estranhamento já que o autor é um especialista em comunicação para as massas. Ou talvez o título seja a verdade e não uma falsa modéstia.

E essa coisa toda de perder tempo com algo que não é do meu interesse poderia ter sido evitada se eu usasse os serviços que eu já conheço. O site What Should I Read Next? responde exatamente essa pergunta, se você informar o título ou o autor do que você leu. Para quem não pode se dar ao luxo de comprar um monte de livros ruins e não tem amigos com recomendações boas, este simples serviço, que funciona do mesmo modo que o last.fm mas de modo simplificado, pode ser bem útil.

February 14, 2007

Whorecraft: Botando para foder no mundo de Warcraft

Mais uma para a série “Filmes pornográficos que ninguém precisava ver mas já que fizeram, bora baixar no Bit Torrent” (primeiro post da série aqui).

Dessa vez, foi o jogo World Of Warcraft que virou filem pornô. Ler mais…

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February 7, 2007

3D para quem quer um armário novo, mudar a cozinha ou ter a Torre Eiffel na sala de casa

Filed under: Trabalho, Web, Google

Meus recentes passeios à shoppings de decoração e lojas de móveis foram um poço de decepção. Em 90% das lojas que não trabalham com móveis planejados, uma boa parte do que estava exposto, ao meu ver, era feio, exagerado, cafona ou imenso demais para a realidade de quem vai morar num apertamento. Mas algumas lojas já perceberam isso e fazem móveis ótimos, como a Tok-Stok e a Etna. Só que, como a maioria das coisas encantadoras, o preço médio dos móveis destas lojas é maior do que meu bolso suporta.

Sobraram algumas alternativas que eram: partir para lojas populares, trocar os móveis por caixas encapadas com papel camurça ou ir para a prancheta. Já que as duas primeiras são idéias completamente descartáveis, lembrei de 2004, quando passei o ano letivo inteiro tendo aulas de AutoCad e das maravilhas do 3D. Eu gostava bastante das aulas de Cad, sempre achei 3D bacana e até tinha uma versão primitiva do Cad em algum CD perdido lá em casa, mas fiquei pensando se precusava mesmo de tudo isso, para fazer um simples projeto de armários \ prateleiras. E não, não precisava.

Dois softwares me passaram pela cabeça; primeiro foi o POV-Ray, que é um programa gratuito de ilustração e animação 3D para Windows e Linux, que só funciona a base de linhas de comando e não come toda a memória da máquina. Ele é interessante para quem gosta de digitar, tem vários modelos prontos por ai (estrela da morte e outras coisas de Star Wars são as coisas mais comuns), mas não era o tipo de coisa que ia ajudar muito.

O segundo software que lembrei era uma vaga memória de um programa que a Google desenvolveu para a meta de transformar o planeta terra e todas as suas construções num grande modelo 3D [deve ter sido idéia do Cérebro]. Alguns cliques e descobri que o nome dele é SketchUp e que ele era ideal para o que eu precisava. Apanhei no começo mais por causa da minha falta de noção de como construir um móvel do que com o programa. Fiquei encantada porque ele é bem simples de usar, se assim você o desejar, ao mesmo tempo que deixa usuários mais experientes desenharem usando scripts feitos em Ruby (mesmo que tudo seja possível de ser feito sem estes scripts).

Na 3D warehouse há vários modelos prontos e podem servir de base ou inspiração. No meu caso específico, colocar uma miniatura da Torre Eiffel no meio da sala não foi uma boa idéia, mas um jogo de xadrez na mesa de canto até que não foi má idéia.

O bom disso tudo é que agora eu tenho todos os móveis que eu queria ter comprado devidamente desenhados e o melhor, um orçamento que diz que eles podem custar um terço do preço. Isso é inclusão digital, é a informática incluindo mais e mais coisas ao meu poder aquisitivo :)

O SketchUp pode ser uma boa forma para quem se interessa em aprender 3D e não tem a menor noção começar a entender os conceitos básicos, como eixos X, Y e Z, câmera e etc e para quem já sabe, fazer uma localidade do Google Earth em 3D e mandar para a Warehouse é um incremento e tanto para o portfolio de quem está começando nesta arte.

P.S.: O SketchUp também faz animações 3D mas isso eu ainda não testei.

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