Crash Tester

January 30, 2007

Serviço de Banda Larga: Sempre uma dor de cabeça ?

Parece que finalmente eu vou conseguir voltar à morar em São Paulo, perto do metrô, com “conforto e qualidade”, como diria qualquer anuncio de venda de imóvel.

Nessa situação, há preocupações básicas que existem desde quando aprendemos à usar cavernas para não sermos comidos por felinos gigantes (lembre-se: o homem não conviveu com dinossauros): como levar os pertences de uma toca para a outra, que coisas faltam, onde arrumar R$ 10.000 para o home theater e a televisão de plasma, pintar as paredes, desentocar os ratos, etc. E tem as preocupações novas como escolher a melhor televisão à cabo e um serviço decente de internet rápida.

Embora eu saiba que nas exuberantes praias do nordeste seja pior, não há muitas opções aqui em São Paulo e nem praia para eu ir catar coquinho. Fiz uma lista mental rápida (speedy, ajato, virtua e giro) e comecei a caçada:

Speedy - Nem entrei no site. Essa tranqueira da telefônica chega praticamente em qualquer lugar de São Paulo, inclusive onde eu moro agora, e não presta. Nunca me fez perder o google code jam mas já esgotou minha paciencia N vezes.

Ajato e Giro - Os dois, na opção de comprar, pedem seu CEP e com isso verificam a dispionibilidade. O Giro eu já esperava não chegar em casa, já que ele praticamente não chega em lugar nenhum. Preenchi um formulário dizendo que queria desesperadamente me livrar do x-peidy e que assim que chegasse no endereço informado para eles me avisarem que eu contrataria. O Ajato também não chega no tal CEP. Hora de ir para outro site.

Virtua - Entrando nesse constatei: todos os sites de serviços banda larga citados neste post tem sites com animações em flash. Completamente dispensáveis, devem servir, antes da contratação, o quando a internet discada (que acabou de ficar mais cara) é lenta e depois da contratação, que a banda larga não é essa maravilha que a gente gostaria. Mas isso é irrelevante, se eu consigo acessar o site, o que importa é o conteúdo e não a tecnologia usada, certo?
Então fui caçar a cobertura do Virtua, que eu bem sei não ser onipresente. E… e… e… nada. Ele cobre a cidade de São Paulo e isso eu já sabia. E sai do site sem saber nada além disso.

Apesar das opiniões favoráveis que ouvi sobre o Virtua em uma lista de discussão, o serviço já me deixou insatisfeita antes de ser contratado. Aliás, nem sei se posso mesmo contratar o serviço e não queria preencher um cadastro só para descobrir isso. Um dia eu pergunto para a vizinha, no elevador, porque eu me recuso a me expor à a dupla telefone + atendentes de telemarketing. Isso é pior que site ruim feito em Flash (embora mais eficiente que 30 ave-marias, para pagar pecados).

Compare aqui serviços de banda larga, preços de televisores de plasma e de home theaters.

January 29, 2007

Outrolado.com.br : Inteligência coletiva sobre Web

O Outrolado.com.br não é nenhum site de esoterismo, apesar do que o nome aparenta. É um filhote do Webinsider desenvolvido pela Desta.Ca, para pessoas exatamente como eu: cheias de coisas para falar, mas pouca credibilidade no mercado. Se bem usado, pode ser um jeito de resolver essa situação e fazer com que algumas (ou muitas, vai depender da evolução do site) pessoas conheçam suas opiniões, talentos e textos. Com isso, ganha-se a crediblidade, um bom networking e talvez algumas portas abertas. Ou no mínimo uns cliques no seu adSense, já que o sistema permite que você relacione um post no site com um link para qualquer página.

O site está apenas começando, na fase de buscar de patrocínio, colaboradores e visitantes, mas já tem potencial para ser um grande agregador de conhecimento sobre diferentes aspectos do mercado de Web. Eu já fiz a minha parte para que isso aconteça, escrevendo um pequeno artigo sobre valorização de talentos. Enquanto os chefes escrevem no Webinsider, vou preparando meu caminho para o topo pelo outro lado.

January 24, 2007

Rede Globo vs. Internet

A Globo é uma empresa de se admirar: maior audiência de televisão brasileira, manipulação de opinião pública, pequenas fortunas à cada votação do Big Brother Brasil 7, etc. Aparentemente, o legado de Roberto Marinho não foi coisa pouca e a Rede Globo de Televisão continua bem, obrigada, fazendo a alegria da familia brasileira.

Mas na internet é uma mancada atrás da outra. Foi até moderninho quando lançaram o blog dos Big Brothers, o G1 é um portal bem bacana… só que o site Globo Online acaba com qualquer admiração que se possa ter pela Rede Globo na rede. A primeira ação maravilhosa no site é o bloqueio do uso do Ctrl + C, para que as notícias sejam exclusivas do site.

Esta ação também pode ser chamada de javascript safado que alguém usou para se promover dentro da empresa e ninguém viu que era uma atitude antipática, além de furada, já que alguns meios que requerem conhecimentos mínimos (exibir o código fonte, desabilitar o javascript ou procurar no google) acabam com as defesas da exclusividade das noticias do portal.

A segunda idéia que eles tiveram foi simpática: levar o usuário a interagir, conhecer melhor o público do site, de um modo simples e rápido. E ai criaram essa linda enquete para o site:

Neste momento a enquete já saiu do ar mas a página dos resultados sobrevive e garante um sorriso de quem acessa.

São estas pequenas coisas, somadas à outras coisas não tão pequenas como a censura do youtube, a moderação do orkut sem um bom motivo e a proibição do COI (acatada pelo COB) de veicular imagens do Pan na internet e os atletas de manterem sites pessoais durante o Pan só mostram o despreparo de muita gente para lidar com a Internet. Especialmente no Brasil, corre-se o risco de termos problemas identicos ao da época da ditadura com a liberdade na Web, só que dessa vez por medo e falta de conhecimento sobre este novo meio de comunicação.

O que a imprensa tradicional vêm dizendo nos últimos meses, ao meu ver, é que a Internet é um reduto de vagabundos mal intencionados e que seus filhos estarão muito mais seguros vendo mulheres nuas rebolando na Sapucaí, pela tevê.

One Hit Wonders de 2006

One Hit Wonder é uma antiga expressão para designar bandas capazes de lançar uma música que se torna um hit imensamente popular e depois não conseguir fazer mais nada que caia nas graças populares. São aquelas bandas que você não faz idéia do nome mas se ouvir o tal hit, vai saber que conhece a música. Um exemplo é a banda Chumbawamba, que teve um mega hit impregnando as rádios brasileiras, ganhou espaço no jogo de futebol Fifa 98 e num dos Dance Dance Revolution e depois sumiu. Mas 2006 teve alguns One Hit Wonders tecnológicos, que foram coisas super comentadas um dia e 10 dias depois eu nunca mais ouvi falar:

Chatsum - Extensão para o firefox que permite o usuário conversar com outras pessoas que estão na mesma página. Remake de idéias antigas de mil novecentos e icq, ganhou muitos usuários na primeira semana de lançamento. Hoje, entrando no site oficial da extensão quem tentar ver os tópicos mais ativos lerá a triste mensagem “No activity in the last 30 minutes”.

Google Image Labeler - Foi citado aqui mesmo como viciante. Por essas e outras eu me policiava com quando trabalhar de graça para a google ou não. Me policiei tanto que nunca mais abri o site.

Subservient Chicken de Motoca - Numa ação “tentatively viral” da burger king, a galinha gigante voltou fazendo manobras com uma moto de cross. Conforme mais pessoas entravam no site, mais vídeos eram disponibilizados e cada vez eram mais radicais e o vídeo que só apareceria depois da milhonésima visita prometia ser alguma coisa bem bacana que eu não lembro. Acho que antes das 500 mil visitas já tinha perdido a graça e hoje nem o site eu acho.

World Jump Day - Foi legal e engraçado, mas e ai? A terra continua nos eixos e o site sem atualizações.

Esqueci de mais algum?

January 17, 2007

Adeus roupas sociais, Olá tenis da puma

Nas eleições, a vítima foi a Heloisa Helena e sua camisa branca; Agora, no embalo do iPhone (e talvez do Rio Fashion Week) resolveram analisar Steve Jobs, que apesar de seus bilhões, anda sempre de jeans, tenis e camisetas de gola alta. A ‘brilhante e importante‘ conclusão foi de um editor do folhateen e pode ser vista aqui.

E não é só o tio Jobs que anda ‘informal’ mesmo enquanto faz grandes negócios: em nenhum lugar que eu tenha trabalhado eu precisei andar empertigada em trajes tradicionais sociais e aqui na agência onde trabalho não é raro ver clientes vindo fechar negócios calçados em pumas, adidas, all stars e vans e com roupas seguindo a mesma linha casual.

Fico feliz com isso não só por causa da minha aversão à roupa social (eu fico me sentindo uma pirralha com as roupas da mãe), mas porque denota um mínimo de bom senso. 2007 é ano de aquecimento global no topo, el niño e as maiores temperaturas medidas na terra nas ultimas centenas de anos e eu não gostaria de passar por tudo isso usando gravata e salto alto (até porque não combina muito). Acho bom que algumas indústrias, como a de comunicação e tecnologia, estejam mudando estes paradigmas de vestuário e se adaptando ao calor brasileiro e caos paulistano. Só alguém muito masoquista vai dizer que é normal e nao incomodo pegar metrô de salto alto e dar um jeito de colocar ‘tudo’ dentro de uma bolsa, sendo que é muito mais agradável usar uma sapatilha sem salto e uma mochila nas costas, onde cabem blusa de frio e guarda-chuva. Quem em são paulo nunca saiu de casa embaixo de sol e voltou embaixo de chuva e frio? E como enfiar todos os aparatos necessários para sobreviver à isso numa bolsinha?

Ainda existem as roupas masculinas, que amassam ao toque humano ou no encosto do banco do carro, gravatas sufocantes e sapatos que isolam os pés do ar e do conforto, mas meu conhecimento de roupas masculinas se limita à uso de sambas canções do Taz aos fins de semana.

Claro, a minha credibilidade no mercado de trabalho, a sua e a do Steve Jobs são diferentes mas fico feliz que enquanto a justiça brasileira abre precendetes terríveis para a internet com os casos rubinho e cicarelli, Jobs só por aparecer em público abre bons precedentes para quem faz a internet. Mas só o Jobs, a Heloisa Helena é uma porca que não troca de roupa mesmo.

January 16, 2007

Atrasado, mas ai: Objetivos para 2007

Fui convocada pelo Newton Wagner para listas 5 objetivos para 2007. Apesar de achar que essas listas tem de ser feitas em dezembro, resigno-me a minha condição de blogueira não muito popular e farei isso agora, afinal, o carnaval nem chegou ainda. Listando as coisas em ordem de prioridade:

  • Comprar uma casa
  • Aprender .Net (Passou da hora já e não dá mais para resistir)
  • Terminar a Faculdade - Sim, é menos importante que aprender .Net.
  • Ter um gato preto e branco chamado Bobo
  • Ser mais tolerante com a humanidade

4 em 5 é uma boa média de objetivos atingidos, não é?

Agora quero saber o que será deste ano para o Leandro ‘Piratinha’, o Wendel Scardua e o Charles Pilger.

Desventuras em Série: O[s] Livro[s]

(post originalmente publicado aqui)

Esta série escrita pelo personagem Lemony Snicket, criado pelo escritor Daniel Handler, parece ter todos os elementos de uma boa série de livros infantis: Ilustrações, livros de poucas páginas e fácil leitura, explicação para as palavras dificeis e uma trama “bem versus mal”: três irmãos que ficaram orfãos fugindo de um vilão, chamado Conde Olaf, que insiste em se apoderar da fortuna que os irmãos herdaram.

Mas logo no primeiro dos treze livros, a infantilidade da série é questionada. Não há fatos que possam ser subentendidos pelas crianças com mais idade, todas as desventuras são explicadas claramente e algumas delas são realmente densas para um público infantil. Mortes não faltam, algumas são ’sangrentas’ e narradas em detalhes. Até mesmo as dedicatórias são morbidas, a do sexto livro é “Para Beatrice - Quando nos conhecemos, minha vida começou. Logo depois, a sua terminou”. Beatrice, assim como o autor, é mais um dos personagens da trama, e assunto recorrente das dedicatórias.

Essa trama, passada num abiente steampunk, tem várias referencias que provalmente o publico infantil deixaria passar desapercebido, como J.D. Salinger, Edgard Alan Poe, Monty Phyton e Shakespeare. E combina muito bem com a banda Wonkavision, que assim como o livro, tem melodias alegres com letras depressivas.

O último livro da série, intitulado O Fim, foi lançado ano passado e os 3 primeiros livros virarm um filme, que embora remeta aos filmes de Tim Burton, foi dirigido por Brad Silberling numa sinistra mas bela direção de arte.

Compre o livro ou o DVD

January 15, 2007

Shows de 2007: Placebo, Pennywise, Deftones e NFG

Filed under: Música

Se para você o ano não começa só depois do carnaval é bom ficar de olho na programação realmente cultural para esse primeiro semestre.

Pennywise - A banda que fez show por aqui com Bad Religion em 2004 volta com ingressos de R$ 90 à R$ 240 que começam a ser vendidos dia 30/01, para o show dia 30 de março, ao contrário do que algumas noticias furadas (uol!) de que o show é dia 31/01.

Placebo - Outra banda que volta ao pais (esteve aqui em 2005) já está com os ingressos à venda também na Ticket Master dias 25 (Rio) e 27(SP) de Janeiro.

New Found Glory - Ainda não confirmado, tem show prometido para 3 cidades brasileiras, com parada aqui em São Paulo dia 18 de Maio, com abertura da banda NxZero, autora dos rumores. A banda lançou CD (Coming Home) e videoclipe do primeiro single do CD, a música It’s Not Your Fault. O vídeo, dirigido por Brett Simon, tem sido chamado de plágio de uma propaganda de desodorante: veja e tire suas conclusões.

Deftones - Dia 10 de Fevereiro, com ingressos de R$ 100 à R$ 180, a banda de nü metal Deftones promete levar o Via Funchal abaixo. Apresentação única e imperdível para os fãs.

As bandas dos ‘grandes’ festivais (Campari Rock, Tim Festival, Nokia Trends e Curitiba Rock) ainda não foram confirmadas, mas é bom que alguém traga o Radiohead, prometido para 2006 no Tim Festival. Ah, e sábado agora tem Simple Plan e suas milhares de fãs histéricas, cabelinhos curtos pretos e acessórios de oncinha. Alguém?

Pornografia e Terror: Brasileirinhas apresenta Regininha Poltergeist

Quando eu tinha 15 anos, idade em que a maioria dos seres do sexo masculino são grandes punh**eiros, as filhas e netas dessas [in]distintas senhoras eram o tipo de mulher idela para atuarem na industria do cinema pornográfico. Agora, anos se passaram e como sabiamente diz Roland, o mundo seguiu adiante, nem as filhas são mais as mesmas, imagine as mães. è coisa natural, da gravidade e da velhice, mas o que segue abaixo, ainda me surpreende

Regininha Poltergeist será a nova estrela de Brasileirinhas

Regininha Poltergeist, terror, muito terror.

Isso sim é um Polteirgeist de terror, já que chama-la de regininha hoje em dia é um baita elogio! Pelas fotos do terra, a boa moça precisa, e muito, de uns trocados extras para fazer a funilaria e ficar em condições reais de concorrer com as outras astistas dessa produtora, sendo as mais notáveis Gretchen e Rita Cadillac. Falta de verba da produtora parece que não é, já que são uns bons milhares de reais pagos para cada uma delas, mas nada consegue me explicar essa nova modalidade de pornografia. Será que a Internet, o YouTube e sua musa Cicarelli, bem como o eMule e a Paris Hilton cansaram o mundo da exuberância dessas moças que ainda cheiram a leite e mal trocaram as fraldas pela falta de calcinha? Será que os bacanais entre belos tipos fisicos toda em horário nobre sob o título de Big Brother Brasil 7 acabou com pulso da molecada e o negócio agora é partir pro freak show? E qual será a próxima onda da Brasileirinhas? Anãs ruivas hemafroditas com japoneses com vitiligo?

Bom, quem sabe o filme da Regininha Poltergeist não consegue ser um concorrente de nível do eXXXorcista?

January 11, 2007

A loja é o Submarino, os trouxas somos nozes

Filed under: Web, Video-game, Compras

Parece que esses e-commerces brasileiros subestimam a capacidade mental de seus clientes. Depois da barbaridade das Americanas.com de vender um Playstation 3 por um preço que era mais caro do que fechar um pacote com a CVC, passar 5 dias em Miami e voltar bronzeado e com o Play3 embaixo do braço, olha só essa do submarino:
Nintendo Wii com 5 jogos por apenas R$ 2.399,00.

Bacana? Não. Nem um pouco. Acontece que os supostos 5 jogos são apenas um, o Wii Sports, que além do fato de vir junto com todos os Wiis, é um cd só, não 5, como dá a entender o Submarino. Será que eles não sabem que no eBay dá para comprar um Wii por menos de R$ 1000,00, já custa cerca de U$ 350 (o que dá R$ 770,00) , menos de UM TERÇO do preço do Submarino e que tratar o consumidor que nem um bobo não vai ajudar muito as vendas deste tipo de produto?

Agora com a fusão destes dois pilantras sites, que não parecem ter noções básicas de respeito à quem enche seus bolsos, espero que surjam novos nomes nacionais, ou então o país vai perder muito dinheiro para as importações com frete grátis de hong kong que não pagam nenhum centavo de imposto.

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