Crash Tester

August 31, 2006

Seguro Salto-Alto

Filed under: Inutilidades

Não é a primeira vez que isso me acontece. Dois anos atrás (ano de eleição também, serão as más energias da época?) aconteceu também.

Agorinha pouco andava eu toda ’serelepe’ pelo centro de são paulo. acabei se sair da galeria do rock com uma sacola e R$ 20 restantes no limite do cartão de crédito, quando meu adorável sapatinho de salto enrosca na tampa do bueiro e PAM! jess vai, o salto fica. Quase descalça, irritada e com R$ 20, corri para o supermercado e fiz carinha de biscoito recheado "Moça, aceita vale-refeição?" e a moça retribui a educação com um "Não senhorita". Corri então (corri… hahaha, tá bom, arrastei o sapato quebrado) até a loja de sapato e com os R$ 20 tudo que eu podia comprar era um belo par de havaianas (coitados dos gringos que pagam caro pelas sandálias flip-flop).

Agora, de havaianas em plena tarde de trabalho. Isso até me relaxa, faz as coisas parecerem menos são paulo e mais ubatuba. Território propicio para boas idéias e PLIM, surgiu uma: Seguro Salto-Alto. Basicamente, um cupom para levar na bolsa, carteira, mochila, que dá direito à um sapatinho de salto semi-descartável em caso de um acidente como o meu de hoje. Você paga o cupom, cuida bem dele e precisando, não passa aperto. Tudo bem que eu trabalho com web numa agência de publicidade e sempre justifica-se o ridiculo com "hype", mas imagina se eu trabalhasse numa empresa ’séria’ em termos de vestuário o vexame de chegar de havaianas? Imagina se acontece isso com a secretária do chefe? Com a moça simpática da recepção do seu médico!

Você indo ver o cara que vai dizer se arranca ou não seu (~inserir orgão interno~) e se depara com uma recepcionista de havaianas? Por causa de um acidente com salto a pobrezinha (figurativa e literalmente), a fama do Doutor fica denegrida.

Então arezzo, azaléia, dakota, all star (esse não tem salto mas a sola rasga que é uma beleza) e afins do ramo sapateiro, que tal comprar minha idéia e melhorar a vida de azaradas consumidoras?

Sobre a autora: jess tem 19 anos, usa jeans e tenis quase todo dia, acha salto chique mas o joelho dela nem tanto. Só compra sapatos de boa procedência, bem como animais de estimação, mas ambos não resistem à sua personalidade desastrada.

August 30, 2006

Can you help me discover more music that I’ll like?

Filed under: Tecnologia, Inutilidades

No mundinho de nerd em que eu vivo (mercado de internet e publicidade) fala-se muito de conteúdo gerado pelo usuário ou gerado para o usuário à partir da ‘percepção’ do que ele gosta. Se isso é Web 2.0, Long Tail, Money Maker :), para mim tanto faz do ponto de vista usuário da coisa. O que importa é que a coisa realmente funciona!

Desde que eu troquei de emprego fiquei de castigo sem MP3. E não sinto tanta falta graças ao Pandora Internet Radio. A coisa funciona de um modo bem simples: Escolha um artista ou uma música e crie uma rádio à partir dele. Depois disso, à cada música que o Pandora tocar para você é só dizer se gostou ou não, para que ele deixe a rádio cada vez mais com a sua cara. E como diria uma empresa muito famosa: "Mas não é só isso!"

As músicas são selecionadas à partir de características mapeadas pelo projeto irmão do Pandora, o Music Genome Project, quase tão complicado quanto aquele que mapeava o genoma do DNA humano. O Music Genome atribui à musicas caracterisiticas tonais, de velocidade, vocal, letras. A última música que eu ouvi lá tocou porque parece que eu gosto de "vocal harmony,a vocal-centric aesthetic, major key tonality, heavy eletric rythm guitars".

A parte legal é que essas são as características de uma música do Blink-182 que é uam banda que eu conheço há anos (tantos que ela até já acabou). E são características de músicas de banda qu eu nunca ouvi falar. é uma experiência com bandas novas muito menos frustrante (e muito mais prática) do que sair caçando MP3, baixar um album inteiro para ouvir e descobrir que a banda não agrada. E acaba com os preconceitos associados à estilos. Heavy metal, emocore, psy-trance, entre outros, são palavras que você não vê no Pandora e não sente falta.

Uma das minhas descobertas foi uma banda chamada Scarling. A música Crispin Glover ecoou na minha cabeça a setxa-feira inteira e resoou pela casa o fim de semana todo (ai em mp3 já). Se você acha que o nome da canção não lhe é estranho, Crispin Glover é o ator esquisitão de filmes como a Vingança de Willard e o pai de Marty McFly em ‘De Volta Para o Futuro’. A música é tão digerível quanto a cara do Crispin.

Enfim, teste você mesmo o Pandora, ou veja as misturas absurdas que eu consegui fazer nestas (por hora) quatro rádios.

August 29, 2006

Só um filme B feito p’ra televisão

Filed under: Querido Diário

frio e chuva em são paulo. postishead nos headphones gigantescos que de quebra esquentam a orelha. dias assim são um deleite para minha mente. são dias em que se não fizesse nada da vida, estaria na minha casa no campo lendo textos antigos em folhas de papel amareladas. quisera eu. estou no centrão da cidade, relendo e-mails antigos. relembrando minha incapacidade de dizer as coisas claramente, e a clareza das entrelinhas, pelo menos lendo tudo agora a (meses / anos) de distância.

eu acho engraçado a minha capacidade de reinventar as coisas. como isso faz com que a frase que eu uso muito que diz "i used to be happier" muitas vezes seja errada. porque o passado conta com o remake, que é muito melhor que o dom do esquecimento. mesmo os piores momentos, os de tristeza ou dor, me recordo agora deles remodelados. Não tiro o sofrimento. acrescento poesia. o choro embaixo do chuveiro vem acompanhado de rimel escorrendo no rosto e sangue em mãos que nunca foram cortadas. Os lugares por onde eu passei cabisbaixa me vêm à memoria com pessoas na calçada, trajadas de preto e os homens tiravam seus chapeus, as mulheres mantinham seus veus, e todos abaixavam a cabeça solenemente em compaixão às minhas perturbações.

as felicidades, que já são boas por sí só, tem suas cores ajustadas até parecer um filme feliz do tim burton. e nos passeios de mão dada, eramos seguidos por ‘marching bands of manhattan’. o jantar de comida congelada, de tão agradável a conversa, parece-me agora ter sido servido na varanda de um belo restaurante e ser a obra de arte de um chef.

mas o presente, este que toca minha pele agora, que se posta diante meus olhos, é inegavél. pode ser mudado mas não maquiado, e mudar nem sempre é fácil. nem as felicidades são estonteantes, os risos não são como fogos de artificio em som e brilho e nem mesmo a dor doi o bastante para ser poética ou shakesperiana. talvez se eu tentasse.. talvez se eu mudasse. e ai talvez falha-se e ia doer como nunca doeu. ou desse certo e pronto. mas não… um dia hoje, a chuva, o cinza nas ruas, tudo vai ficar para trás, num filme anos 70 esperando ser remasterizado.

não se pode viver a vida aproveitando só o passado, eu sei. mas pode-se escrever palavras bonitas sobre ele e colorir um dia cinza.

August 25, 2006

Inverno, renas e plutão

Filed under: Inutilidades

Eu ando sem criatividade para gastar aqui. O inv(f)erno geralmente chegou e eu pareço o Rudolph com o meu grande nariz vermelho. Mas uma coisa muito importante aconteceu que me levou à refletir. Por 2 longos minutos.

Religião é a capacidade de acreditar no que não se vê. Ciência é entender o que se vê. Mas algum tonto misturou os dois e criou a astrologia. E agora que Plutão, regente dos nascidos sobre a casa 9 não é mais planeta (na verdade ele nunca passou de uma bola de gases, igual o porco do seu irmão fazia embaixo do edredon), o que serãos das pessoas regidas pela casa 9?

Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Chris M