Crash Tester

July 19, 2006

Nova Campanha da MTV

Filed under: Publicidade

Tudo bem que não dá para simplesmente esquer ou ignorar o passado. Que eu sou fã de mais coisa dos anos 80/90 do que de música ‘atual’. É perdoável que as pessoas sintam por música antiga um afeto maior, já que tem a associação de tempos que não voltam mais. Mas é um pé no saco essa mania que as pessoas tem de dizer que "Depois de (inserir data) nunca mais fizeram música boa". Tem gente que acha que o mundo acabou com Beatles, outros com Iron Maiden, outros com Pink Floyd mas… caras, vocês são uns idiotas! E a MTV está aqui tentando provar isso. Embora usando uns artistas que aqui no Brasil não fazem muito sentido, seguindo o público americano e a tendência de que o black venha com tudo depois que o emo passar, essa campanha é muito boa:

Nova campanha da MTV

Mais: Brainstorm #9 

 

July 17, 2006

Reflexões Inúteis para uma Segunda-Feira

Filed under: Inutilidades

A Republica Federativa do Brasil é um estado laico com feriados católicos e políticos pastores evangelicos que fala um idioma que excluiu todas as referências pagãs dos nomes dos dias da semana.

Alguém conhece a "Secretária Espirita Beltrana" ou "Programador Ateísta Ciclano" ou também "Gerente Krishena Fulano"?

July 14, 2006

Emotive Hardcore, PCC e talz.

Emotive Hardcore - Música pesada com influências de hardcore e punk rock (especilmente o skate punk) com letras melosas. Certo? Maybe. Sim se você falar de No Use For a Name. Talvez se falar de My Chemical Romance. ‘Ma nem fudenu se tu falar de Fresno’. Porque no Brasil de repente as bandas de emotive hardcore estão soando muito mais ‘Nativa FM’ do que rock. Mas para quem quiser ouvir música, que entre no lasy.fm e se vire.

O Emo começou com o skate punk e as riot girls e essa coisa toda do hardcore californiano. Só que essa coisa toda de ser politizado e defender uma causa, falar mal do governo e queimar soutien estava ficando cansativa para algumas pessoas que só queriam diversão. E neste ponto foram os for funs para o seu lado e os emos nasciam. Relacionamentos afetivos sempre tiveram proporções homericas (ou shaksperianas, melhor dizendo) na vida de adolescentes. O punk rock fazia sucesso e algumas bandas de Washinton DC (não confundir com o estado grunge) resolveram juntar os dois. E ai no middle-80s nascia o emo que se arrastou e modificou até o fim da década de 90 sem ser grande coisa na mídia. O quadro na mídia só mudou quando bandas como Dashboard Confessional começaram a fazer sucesso e daí para frente o emo nunca mais foi o mesmo, a ponto de eu nem saber mais o que diabos é emo em termos de som. Até porque eu gosto é de screamo (a ‘facção’ do emocore mais berrada que existe).

Essa popularização da música acabou gerando uma cultura comportamental e visual. Emos me lembram porings e chuzzle. Eles são coloridos, pululantes, vivem se abraçando e andam em bando. E a fama toda de choradeira e talz ignora um lado muito básico do emo que eu não sei como as pessoas ignorarm: são pessoas EMOTIVAS, que levam muito a sério qualquer emoção. Emos felizes são como as pererecas da Sony Bravia pulando.

É obvio que com emoções negativas o extremo oposto acontece. E é por isso que eu acho que São Paulo carece de mais emos com mais de 18 anos. Os emos são pessoas sentimentais capazes de se condizer da dor alheia. Falta o resgate das origens punk para que eles tomem alguma atitude sobre isso. E quer lugar que precise de mais atitude do que essa goddam cidade em guerra? Eu percebi isso ouvindo a regravação de Under Presure feita pelas bandas Used e My Chem Romance (duas das mais famosas da cena emo). "Why can’t we give love that one more chance?" dizia Freddy Mercury e David Bowie na versão original. "This is our souls under presure": com medo de ser atacado por um molotov nos ônibus, com medo de andar de iPod na rua, sabendo que vai ter eleições e poucos problemas hão de ser resolvidos.

Os emos me lembram os hippies em tudo: um povo na deles querendo viver numa ilha de paz e perfeição. São um bando de utópicos mas com essa realidade nojenta que vivemos, porque não sonhar? E os outros que se danem… ou virem emo =D. Na verdade acho que no fundo todos os cidadãos de bem querem mesmo um mundo ‘onde todas as pessoas possam se abraçar o tempo todo’ (definição tosca de emo que eu li na revista época). E porque não?

"I Keep coming out with love but is so smashed and torn". Emos são sexualmente tolerantes. Um bando de pan sexuais por farra… mas é um bom começo termos adolescentes assim, já que no futuro serão pessoas sexualmente tolerantes, mesmo que se deem conta que são heteros facilmente influenciáveis pela moda. Apanham com frequencia coitados, de skin heads, punks e qualquer outro gênero de pessoas entediadas. E quantos emos você já viu espancando pessoas por ai? Não me diga que eles são um banco de fracotes, isso são os indies magrelos e óculos. No fundo são um bando de crianças pedindo amor. E porque não?

 

Comunidade: Por um PCC mais emo no orkut.

July 13, 2006

Adeus “for dummies”

Filed under: Inutilidades

É fato: O item número 1 da lista de coisas que me fazem detestar alguém é, disparado, burrice. Arrogância eu acho bacana se bem usada, mau humor é superável, piadas sem graça podem ser ignoradas, mas manifestações de burrice ARGHT! não dá para deixar passar. Lembre-se de como é incomodo alguém falando errado, ou explicar uma coisa pela décima vez.

Ai eu estive pensando numa daquelas soluções que realmente só uma mente insana e ensandecida como a minha uns 10 minutos atrás poderia pensar: As pessoas são mais ou menos burras de acordo com a inteligência de quem assim às julga. Então a única solução seria matar os grandes tapados e os eruditos e deixar vivas apenas uma faixa de pessoas com Q.I. equiparado, com baixa variação emoticon.

Sim, radical demais, quase nazista, mas que eu penso nisso umas 3 vezes por dia eu penso. E com certeza os autores da série "For Dummies" discordam de mim cada uma destas vezes.

July 11, 2006

Neo-Pobre’s Hell Quest

Filed under: Querido Diário

Neo-Pobre. Estado de uma boa parte de quem era criança da classe média alta lá em meados de 90. Crianças que nem eu em 98, que andavam de calça da Levi’s. Que em 96 ganhou Pakalolo de Natal. Crianças para quem nunca faltou a trakinas e o danoninho. Crianças que cresceram e se f**deram. Neo-pobres não tem dinheiro, assim como os pobres, mas já tiveram um dia.

O que os diferencia dos meros ‘filhos de falidos’ é que herdamos a cultura que o dinheiro pôde proporcionar e herdamos o bom-gosto: comemos gelatina com gosto mas sabemos que nem se compara com um petit-gateu de um delicatessen fino do itaim bibi. Neo-pobres geralmente aspiram e\ou trabalham em áreas criativas como publicidade, internet e moda embora haja uns e outros perdidos em outras áreas. E mesmo que geralmente a área escolhida seja de uma ascensão lenta e dolorosa, nunca, jamais, sob hipotese alguma, um neo-pobre se rende aos concursos públicos.

Tendo esclarecido agora posso contar… A infernal saga de ser uma neo-pobre - Parte I

Há uma semi-preciosidade em termos de serviços públicos chamada bilhete único, que é um passe de ônibus / trem / metrô que permite gratuidades ou descontos para quem usa mais de um transporte coletivo num periodo de 2 horas. Ele funciona como um cartão de playland: você vai até um posto de recarga e coloca quantos reais de crédito quiser. E é ai que minha hora de almoço virou um inferno.
Os primeiros dias úteis do mês são marcados pela busca dos pobres de todos os tipos por estes postos de recarga de bilhete único. Há alguns em estações de metrôs, nos raros postos da SpTrans e nas casas lotéricas. Fui até a lotérica colocar a quantidade exata de dinheiro que ia gastar até o salário que vêm, para não correr riscos de chegar bem na catraca do ônibus e ficar sem grana. Fila infernal, no sol das 13h. 15 minutos depois a tia da lotérica vem dizer que deu pane no sistema. Normalmente ele sai do ar em todas as casas lotéricas por algum motivo que eu desconheço. Por sorte, dessa vez foi uma pane na máquina da caixa lotérica por causa de um outro sistema do governo (o que paga o bolsa família).

Resolvi andar, depois dos 15 minutos perdidos na fila, 5 minutos até a outra lotérica do bairro. Mais fila. Finalmente eu chego no caixa, sem sinais aparentes de bug:

Jess diz - "Boa tarde, a senhora poderia colocar R$ 42,00 de crédito?" - e estende o mardito e uma nota de R$ 50.
Tia diz - "Ah não, só vou colocar R$40"
Jess faz cara de espanto e replica - "Mas eu pedi R$ 42!"
Tia - "Ah, não tem mais troco, e ou você coloca R$40 ou R$50"
Jess pensa sariamente em mandar a velha tomar n… ~inspira fundo~ e diz: - "Obrigada".

Pego o cartão de volta e decido que eu prefiro comprar passes de metrô, lembrando que até dois anos atrás não existia bilhete único e os transportes não eram mais ou menos agradáveis do que agora por causa disso e achando que essa coisa de modernindade é complicada demais quando cai nas mãos erradas.

July 7, 2006

LSD Besta Non Placa Sense Vive Jesus

Quem mora em são paulo já aprendeu a não dar a mínima, mas o fato é que a marginal tietê é galeria para os outdoors mais bizonhos que eu já vi. Dignos de irem parar no /sopracas, alguns trazem mensagens como "A televisão é a imagem da besta" mas a maioria é composta mais ou menos assim: "Jesus Jovem Levante-se Mundo". Andaram tirando umas fotos e eu confesso que esses novos estão no meu top 5 ‘whatafuck’.

Mas lendo o Código DaVinci de repente eu pensei se não são anagramas do priorado de sião nos contando onde a mamãe escondeu o pote de biscoitos…

July 4, 2006

Adeus Tevês

Filed under: Inutilidades

Eu não poderia deixar de falar sobre o Brasil ter perdido a copa. Muito mais que adeus ao hexa, tem gente dando adeus à segunda televisão de plasma. Lembram da promoção das Casas Bahia:

“COMPRE UMA TV DE PLASMA DE 42″ E SE O BRASIL FOR PENTA, COM MAIS R$ 1,00LEVE OUTRA PRA CASA”

Pois é… vai ter gente sem televisão no quarto mais quatro anos. E o Sr. Samuel Klein deve estar gritando “Viva la France” até agora.

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